Cana de combate
A Cana é feita de madeira de castanheiro com 95 cm de comprimento, com um diâmetro de 1.5 cm na ponta e 1.8 cm na base.
A competição é organizada em dois assaltos de 3 minutos cada, nesses dois assaltos os competidores devem marcar pontos. O assalto acontece num círculo de 9 metros de diâmetro. Os deslocamentos neste círculo são muito importantes.
Para cada movimento, ter em atenção os seguintes princípios :
A cana é segurada com uma mão, perto da base (sem agarrar demasiado) Os movimentos são acima de tudo executados com o braço plenamente estendido O movimento de início é sempre "en garde" (em guarda) : A forma como se agarra a cana define-a. Por exemplo : mão direita na base da varra, pé direito ligeiramente avançado), o corpo encarando um oponente imaginário. Este movimento executa uma transferência de peso à perna frontal ou à perna traseira (equilibrando o peso do corpo) As áreas de impacto são a cabeça, os lados e as tíbias Cada movimento é feito sem violência e sem força de impacto – Isto é um desporto
Os diferentes golpes são encadeados, permitindo criar muitas combinações (círculo, mudança de guarda, mudança nas superfícies de ataque...)
A técnica da cana francêsa é associada a seis movimentos diferentes : “brisé”, “latéral extérieur”, “latéral croisé”, “enlevé”, “croisé tête” e “croisé jambe”.
“Brisé” (quebrado) começa com uma vertical forte. A área de impacto está situada acima da cabeça. O braço direito (para uma guarda correcta) produz um movimento de frente-atrás vai à frente para bater e volta para atrás. A cana vira na mão e faz três quartos de volta em rotação. É importante assegura-se da trajectória vertical deste golpe “Latéral extérieur” (lateral exterior) é um golpe com um movimento horizontal feito acima da cabeça. A área de impacto é localizada nos lados da cabeça do oponente. O golpe é armado quando a ponta da cana aponta em direcção ao seu adversário. A cana está segura acima da cabeça, com a mão direita atrás do eixo dos ombros Para o “latéral croisé” (lateral cruzado), a ponta da cana aponta sempre em direcção ao oponente mas o braço é cruzado na frente do rosto. Para o movimento “extérieur latéral” (exterior lateral) ou “croisé latéral” (cruzado lateral), pode tocar o lado direito ou esquerdo da cabeça, ou as tibias para dar um golpe. “Croisé tête” (cruzado cabeça) é feito com o braço tenso, fazendo um círculo do lado esquerdo da cabeça do seu adversário. “Croisé jambe” (cruzado perna) é o mesmo genero de golpe, mas atingindo a tibia do oponente. Por último, o “enlevé” (tirado) é executado com um golpe contrário à tíbia do adversário.
A principal caracteristica dos golpes é que existe sempre uma rotação da cana.
Esta característica permite uma velocidade de rotação grande, o que faz com que os ataques tenham um grande impacto. A finalidade não é bater forte, mas tocar a zona de impacto pretendida. Este desporto é muito completo e de uma rápida aprendizagem, e é especialmente acessível às crianças, que lhe dão um ar brincalhão.
A história e a pratica
“Cana de combate” ou “Cana francesa”. A cana francesa é um dos poucos desportos de combate francêses. Alguns falam mesmo de uma ARTE MARCIAL FRANCESA, a lei a define-a como um desporto e não permite que oficialmente seja tratada como arte marcial.
Hoje em dia, distinguimos duas práticas diferentes de cana de combate : uma para competição e outra para auto-defesa (usando essencialmente o método "Lafond" a cana "artística"). A cana de combate para competição é uma disciplina associada à Federação de Boxe Francês.
A história deste desporto está ligada ao uso da cana pelo burguês do século 19 que a utilisava para se defender. Alguns destes cavalheiros dominavam a arte do combate, (boxe francês e inglês), e usavam a cana para atacar os seus oponentes com golpes a uma maior distancia.
A cana era, nas mãos dos homens de cidade, o que o pau era nas mãos do homens da aldeia. A cana e as pessoas sempre tiveram um destino muito próximo, em todos os países do mundo ! As técnicas de cana de combate, que falámos, foram actualizadas por Sarry de Maurice, no fim dos anos 70. Ele é o grande impulsionador deste desporto.
Mesmo se no começo do último século, a cana ainda é muito usada em França (Cf. A série “Les Brigades du Tigre”) e na Inglaterra (bem como na Índia), no final da primeira Guerra mundial, o uso da cana tende a desaparecer.
Da mesma maneira as técnicas de baioneta do exercito francês e americano vão sendo abandonadas nesta altura.
Não podemos reduzir o uso da cana a este período, uma vez que estes instrumentos sempre foram uma importante arma de defesa usada quaz em toda a parte do mundo.
Hoje, a cana de competição é praticada por centenas de crianças, jovens e adultos, um pouco por toda a França.
